
No Sporting, Romagnoli precisou de tempo, bastante tempo até, para mostrar o que tinha. Alguns adeptos foram impacientes e ficaram felizes com uma provável saída, mas quis o futebol que permanecesse no futebol e maravilhasse, como maravilha agora e cada vez mais, os adeptos. Frente ao Benfica, o tango de Roma esteve mais afinado do que nunca. Caso tivesse marcado no remate com o pé esquerdo seria uma exibição para sempre memorável.

Contra tudo isto surge Anderson Polga. O central tem muito pouco de gaúcho. Provalmente nem será bem assim. A forma como se movimenta, como percepciona cada lance e sai a jogar, a frieza e a irritante tranquilidade com que resolve cada momento do jogo não parecem brasileiros. Mas no jogo com o Benfica teve tudo de carioca quando tirou Nuno Gomes do caminho com um cabrito. Um pormenor apenas da tranquilidade.
Vive o melhor período de sempre em Alvalade e não começou há pouco tempo. Pode não marcar golos, mas é um central que todas as equipas gostariam de ter. E outra coisa a reter: é correcto a jogar. Não é maldoso, mas isso não o impede de se arrojar no relvado para um corte mais arriscado.